António José da Silva, «O Judeu»
António José da Silva nasceu no Rio de Janeiro, a 8 de Maio de 1705, numa família de cristãos-novos, que tinha ido para a colónia sul-americana em busca dum país mais tolerante. Acusada de Judaísmo, a mãe do «Judeu» é presa em 20 de Fevereiro de 1712 e deportada para Lisboa para ser entregue à inquisição. Logo depois os filhos seguem-na, chegando a Lisboa no dia 10 de Outubro do mesmo ano. António José da Silva cresce em Lisboa, forma-se em direito na Universidade de Coimbra no ano de 1728 e regressa a Lisboa para exercer advocacia na companhia do pai. Em 1734 ou 35 casa-se com a sua prima Leonor Maria Carvalho de quem tem uma filha, Lourença. O período de criação literária de António José da Silva vai de 1733 a 1738. A 5 de Outubro de 1737, juntamente com a mãe e com a mulher, é preso. Acusado por uma escrava de prática judaizantes, António José da Silva fica encarcerado durante um ano sendo torturado e, finalmente, condenado como “herege, apostato da nossa Santa Fé Católica, negativo, pertinaz, impenitente e relapso.” No auto-de-fé de 18 de Outubro de 1738, António José da Silva confessa sendo estrangulado e posteriormente queimado.
Informação retirada do livro:
Jabouille, Victor, Seabra, Ana de - Anfitrião ou Júpiter e Alcmena. Mem Martins, Editorial Inquérito, 2000. (Colecção Clássicos; 14)

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